Anekdote zur Senkung der Arbeitsmoral [Traduzido PT-BR]

Anedotas sobre a baixa na produtividade.


 Em um porto na costa oeste da Europa, um homem usando roupas pouco cuidadas está tirando uma soneca em sua canoa de pesca. Um turista de roupas estilosas está botando um novo rolo em sua câmera fotográfica para capturar a perfeita foto: Céu azul, um sereno mar verde, nuvens branquíssimas, barco preto, boné de lã vermelho do pescador. Clique! Mais uma vez: Clique! e já que todas as coisas boas vem em trio, e é melhor assegurar do que se arrepender, uma terceira vez: Clique! O barulho dos cliques, que parecem mais com um som hostil, acordam o pescador que de um modo sonolento se ajeita e ao sentar-se, começa a procurar os seus cigarros, porém, antes de achá-los, o turista avidamente já está segurando um maço sob seu nariz, não está exatamente botando o cigarro entre seus lábios mas colocando um em sua mão, e um quarto clique, este do isqueiro que completa a entusiasmada cortesia. Como resultado da perspicácia excessiva na cortesia — quase não mensurável, nunca verificável — um certo embaçamento aconteceu no qual o turista, este consegue falar com sotaque do interior, tenta sincronizar-se começando uma conversa:

“Você terá uma boa pescaria hoje!”

O pescador balança a cabeça para os lados.

Mas me disseram que o clima está favorável!”

O pescador confirma com sua cabeça.

“Então você não sairá com o barco?”

 O pescador transmite o seu “não” por meio dos balançares da cabeça, e o turista fica cada vez mais desconfortável. É claro que o turista tem, até o coração, a mesma saúde que o velho de roupas velhas e que o seu desapontamento é em relação a oportunidade que o velho está perdendo e isso o preocupa.

“Oh, me desculpe — você não está se sentido bem?”

 Finalmente, o pescador troca da linguagem sem sinal para a falada.  “Eu me sinto bem”, o pescador responde. “Nunca me senti melhor”. Ele se levanta, alonga-se como se estivesse mostrando seu físico atlético. “Me sinto muito bem”.

 A expressão do turista se torna mais infeliz gradualmente, e ele não consegue mais suprimir a pergunta que pode ameaçar, como se pudesse, quebrar seu coração: “Mas por que, então, você não parte com o barco?”

A resposta vem rapidamente e brevemente: “Porque eu já pesquei hoje pela manhã”.

“Você teve uma boa pescaria?”.

“Minha pescaria foi tão boa que eu não preciso pescar uma segunda vez. Eu tinha quatro lagostas na minha cesta, peguei quase duas dúzias de carapaus…”

 O pescador, finalmente desperto, está mais amigável, e bate suavemente no ombro do turista. A expressão facial do turista parecia, ao pescador, uma expressão inapropriada de ansiedade, porém, tocante.

“Eu tenho o suficiente até mesmo para amanhã e depois de amanhã”, diz o pescador com intuito de aliviar a alma do turista.

“Você quer um cigarro?” Diz o pescador.

“Sim, por favor”.

Os cigarros são postos em suas bocas, um quinto clique; O turista, balançando sua cabeça, se senta na ponta do barco e abaixa sua câmera pois agora ele precisa de suas mãos livres para dar seu discurso enfaticamente.

“Eu não quero se meter nas suas coisas pessoais”, diz o turista, “mas imagine se você pescar hoje uma segunda, terceira, ou talvez até mesmo uma quarta vez, e você pega três, quatro, cinco, talvez até dez dúzias de carapaus. Apenas imagine isso!”

O pescador consente com sua cabeça.

“Você embarca para pescar”, continua o turista, “não apenas hoje mas amanhã e o dia depois de amanhã, na verdade, em cada dia favorável, umas duas, três, ou talvez quatro vezes — você sabe o que aconteceria?”

O pescador balança sua cabeça.

“Em um ano, no máximo, você conseguiria comprar um motor, em dois anos um segundo barco, em três ou quarto anos você pode, talvez, ter um barco pesqueiro; com dois barcos ou o barco pesqueiro você iria, é claro, pegar muito mais — um dia, você teria dois barcos pesqueiros, você iria …,” por alguns momentos seu entusiasmo o deixa sem fala, “você construiria um pequeno armazenamento de frios, talvez um ambiente para tratar (com fumaça) alimentos, e logo depois uma fábrica de marinadas, posteriormente, voar por aí com o seu helicóptero e lidar com cardumes de peixe, dando ordens pelo rádio aos seus barcos pesqueiros. Você poderia comprar a licença para pesca de salmão, abrir uma peixaria, exportar lagostas diretamente para Paris sem um intermediário — e então…, “ Mais uma vez seu entusiasmo o deixa sem fala. Balançando sua cabeça, entristecido até o seu coração, e sentindo a predominante falta de felicidades nesse feriado, ele olha para a água que se movimenta serenamente pelo porto, onde o peixe que não foi capturado pula alegremente.

“E então”, ele diz, mas novamente sua excitação o deixa sem fala. O pescador bate em suas costas, como se alguém batesse nas costas de uma criança que está engasgando com comida. “Então o quê?” O pescador pergunta em voz baixa.

“Então,” diz o turista com seu entusiasmo contido, “Então, sem se preocupar com nada, você poderia sentar aqui no porto, cochilar no sol — e olhar para esse glorioso mar”.

“Mas eu já estou fazendo isso,” Diz o pescador. “Eu sento aqui no porto sem preocupação alguma e cochilo — Foi apenas os seus cliques que me perturbaram.”.

E então, o assim iluminado turista caminha para o outro lado refletindo profundamente, pois uma vez ele havia acreditado que estava trabalhando para que um dia não precisasse mais trabalhar, e nele não sobrou nenhum traço de pena pelo velho pescador de roupas velhas, apenas uma pequena inveja.

 

 

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